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Instituto Cabruca
Ilhéus Bahia Brasil
Bom Dia, hoje é sexta-feira, 03 de setembro de 2010.
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Cacauicultores e ambientalistas discutem agenda verde para o Sul da Bahia.


 

Representantes de organizações sócio-ambientais, indústrias, instituições governamentais, agricultores familiares e produtores de cacau estarão reunidos entre os dias 19 e 20 de agosto na 3ª Oficina do Diálogo do Cacau, em Ilhéus. O evento irá discutir resultados de ações desenvolvidas a partir da linha de financiamento do BNB, o FNE Verde, que financia atividades com ênfase da conservação ambiental, caso do sistema de produção de cacau conhecido como Cabruca.

O evento irá discutir, entre outras ações, a cooperação técnica entre o Instituto do Meio Ambiente (IMA) e a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), envolvendo a elaboração e execução de planos de manejo agroflorestal com ênfase na conservação produtiva e na adequação ambiental dos imóveis, agilizando o processo de manejo de espécies florestais. Outros assuntos também serão destaque como o pagamento por serviços ambientais, que já conta com um projeto piloto para a região, e a promoção de cadeias de valor envolvendo cooperativas de agricultura familiar.

Segundo o secretário executivo do Instituto Cabruca - uma das instituições integrantes do Diálogo, Durval Libânio, os produtores estão percebendo que o caráter conservacionista da cacauicultura pode trazer inúmeras vantagens competitivas para a cadeia. Promovendo a manutenção de uma paisagem florestal com uma economia verde, os chamados econegócios, além de agregar valor ao produto, os produtores potencializam alternativas econômicas como turismo rural, ecoturismo, silvicultura de espécies nativas da Mata Atlântica e movelaria fina utilizando madeiras mortas e exóticas.

Para isso, segundo o coordenador do Diálogo, Alex Coutinho, representante da CARE Internacional, é necessário a consolidação de um programa que envolva licenciamento, fiscalização e principalmente a conscientização do produtor sobre os benefícios de se cumprir a legislação. “Os remanescentes de Mata Atlântica e o Sistema Cabruca formam o maior corredor ecológico que temos conhecimento, com diversidade de espécies animais e vegetais, como nenhum outro sistema agrícola”, destacou.

Recuperação – O setor cacaueiro baiano teve seu ápice da década de 80 quando chegou a produzir cerca de 400 toneladas do produto. Hoje, ainda se recuperando da vassoura de bruxa, são produzidas cerca de 120 mil toneladas anuais do produto, movimentando 600 milhões de dólares. A cultura ocupa cerca de 500 mil hectares de área plantada, em sua maioria em pequenas e médias propriedades. Atualmente, cerca de 25 mil produtores se dedicam à produção do cacau. Segundo dados do Instituto Cabruca, a possibilidade do manejo agroflorestal sustentável, com elevação da produção para cerca de 250 mil toneladas em médio prazo, associadas a outras atividades, poderão elevar o PIB do setor para cerca de 3 bilhões de dólares, com aumento significativo da cobertura florestal protegida.

 


Evento aponta estratégia agroecológica visando um caminho concreto para promoção e conservação do Meio Ambiente.


O I ENCONTRO REGIONAL SOBRE SUSTENTABILIDADE EM ASSENTAMENTOS RURAIS e a II OFICINA-MANEJO AGROECOLÓGICO DO CACAUEIRO aconteceram nos dias 05 a 08 de agosto no Auditório Florestan Fernandes no Assentamento Terra Vista, no município de Arataca, tendo como finalidade esclarecer e difundir ações agroecológicas na busca de uma nova visão sobre o cultivo e os benefícios dos sistemas agroflorestais.

Os sistemas agroflorestais são formas de manejo da terra em que as espécies agrícolas e florestais são plantadas e manejadas em associação, seguindo os princípios da dinâmica natural dos ecossistemas. Os princípios do manejo agroflorestal incluem o conhecimento das características ecológicas e funcionais das espécies, a diversidade e a alta densidade de plantas, a poda, a capina seletiva e a participação humana e animal na dinâmica destes agroecossistemas.

Seguindo esta realidade agroecológica, o Instituto Cabruca em parceria com a Cooperativa de Produção Agropecuária Construindo o Sul (COOPRASUL), gestora do Assentamento Terra Vista; a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC); e a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), por meio do projeto “Improving The Efficiency of Cacao Agroforestry Systems in Bahia, Brazil” (Melhoramento da Eficiência dos Sistemas Agroflorestais do Cacau), financiado pelo Ministério da Agricultura, Natureza e Qualidade Nutricional da Holanda, implantou no assentamento, unidades demonstrativas de cacau-cabruca sob manejo agroecológico, com a finalidade de produzir culturas sem o uso de agrotóxicos e adubos químicos.

Para Thiago Guedes, coordenador do núcleo de Agroecologia do Instituto Cabruca - “o evento , apresentou os resultados das ações que envolvem de forma participativa a monitoria, o manejo das áreas demonstrativas e a produção orgânica de cacau. Além disso, foi apresentado aos participantes  do evento , as atividades desenvolvidas no assentamento, com destaque para o Viveiro Terra Vista, cadastrado no Registro Nacional de Sementes e Mudas - RENASEM, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, com capacidade de produção de até 100.000 mil mudas/ano de espécies florestais e agrícolas. Esta iniciativa tem como objetivo promover a produção agrícola, restauração de áreas degradadas, enriquecimento agroflorestal em áreas de cabruca e a comercialização de sementes e mudas, para geração de renda das famílias assentadas.”

ASCOM - Instituto Cabruca

 


Instituto Cabruca promove curso de qualidade de cacau ministrado pelo ITAL entre os dias 12 a 17 de julho.

Organizado pelo Instituto Cabruca em parceria com a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), por meio do projeto Consolidando a Produção Orgânica de Cacau no Sul da Bahia, financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Será ministrado pelas pesquisadoras do Instituto Tecnológico de Alimentos de São Paulo (ITAL)  Priscila Efraim e Mitie Sadahira, dois cursos de qualidade de cacau, para formação de técnicos multiplicadores ligados a duas Cooperativas de Agricultores Familiares e à CEPLAC.  

Um dos cursos acontecerá no Centro de Pesquisa do Cacau em Ilhéus e um segundo no município de Gandu, nas instalações do SENAR e na empresa M. Libânio Agrícola S.A. O objetivo da capacitação é fortalecer a comercialização de amêndoas de cacau com valor agregado, promovendo a organização da produção e do processamento das amêndoas.

Para isso, técnicos e cooperados serão capacitados para serem multiplicadores de boas práticas de beneficiamento de amêndoas de cacau tipo fino, especial e/ou orgânico. A iniciativa surge no momento em que a produção deste tipo de produto vem crescendo no Sul da Bahia, cada vez mais despertando o interesse do mercado internacional e com isso alcançando vantagens competitivas e credibilidade para toda a região.

Segundo os pesquisadores Dario Ahnert e Durval Libânio da UESC e IF Baiano - Uruçuca, é necessário trabalhar outras perspectivas para o consumo e a comercialização do cacau, que possibilitem maior agregação de valor e o surgimento de arranjos produtivos locais para a fabricação de chocolate e derivados. Eles chamam a atenção também, para a rica agrobiodiversidade presente no sistema de produção cacau – cabruca, principalmente fruteiras como a jaqueira, cajazeira, jenipapeiro e até nativas como o bacupari, entre outras pouco conhecidas, que poderiam ser melhor aproveitadas.

ASCOM - Instituto Cabruca




Curso de Restauração Florestal no assentamento Terra Vista, Arataca-BA.

 No período de 14 a 16 de julho aconteceu no Centro Integrado Florestan Fernandes do Assentamento Terra Vista o Curso de Restauração Florestal no Sul da Bahia (Projeto de Extensão Nossas Árvores) promovido pelo Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e contou com o apoio do Instituto Cabruca. A programação teórica e prática das atividades incluíram assuntos relacionados ao histórico, conceitos, métodos, monitoramento e necessidades para Restauração Florestal, bem como o estado atual de conservação dos ecossistemas florestais, Calendário Fenológico: uma ferramenta para restauração e produção de mudas. As aulas teóricas e práticas foram realizadas pelos professores da UESC: Luiz Alberto Mattos (coordenador do projeto), Ronan Xavier e Marcelo Mielke e os consultores ambientais do Instituto Cabruca: Michaele Pessoa e Volney Fernandes.

 Os participantes do curso tiveram a oportunidade de conhecer um Assentamento que realiza práticas para a sustentabilidade, com manejo agroecológico dos seus cultivos e com um viveiro capaz de produzir até 100 mil mudas. Nesse mesmo curso foi selecionada uma área de Mata Ciliar do Assentamento para restauração, os alunos compraram mudas produzidas no viveiro e acompanharam o processo de restauração dessa área. Para a bióloga Michaele Pessoa, “... é extremamente importante envolver parcerias capazes de prestar assistência técnica e cursos de capacitação em assentamentos rurais no sul da Bahia, principalmente os que promovam a sustentabilidade da região. Importante também salientar que esses encontros promovem o intercâmbio de conhecimentos científicos e tradicionais, traduzindo as informações e aproximando o conhecimento para um maior número de pessoas”.  

ASCOM - Instituto Cabruca

 



II Festival de Chocolate da Bahia .

Pelo segundo ano consecutivo o Instituto Cabruca esteve presente no Festival de Chocolate da Bahia  no Centro de Convenções Luiz Eduardo Magalhães na cidade de Ilhéus na Bahia.

O stand do Cabruca apresentou vários resultados de trabalhos realizados pela instituição ao longo de seus dois anos de fundação , alem de uma exposição de moveis da Camacã Design em Madeira e camisas artesanais confeccionadas por mulheres de comunidades rurais parceiras do Instituto Cabruca .



 

Comemoração do dia internacional da floresta atlântica em comunidade de agricultura familiar em Ilhéus .

A Floresta Atlântica do sul da Bahia apresenta grande diversidade florística e alto grau de endemismo de espécies arbóreas, porém apesar de toda essa riqueza apresenta elevados níveis de ameaça, sendo por isso considerada um hotspots, áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade em todo o mundo. Para comemorar o dia Internacional da Floresta Atlântica o Instituto Cabruca em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Agricultura, Natureza e Qualidade Nutricional da Holanda promoverá no próximo 27 de maio um curso de artesanato com o tema “Espécies arbóreas nativas da Floresta Atlântica” para mulheres do Japú, zona rural de Ilhéus. O objetivo do curso é capacitar agricultoras para obter uma alternativa de renda utilizando produtos florestais não madeireiros (fibras, sementes, palha de côco, piaçava, taboa, entre outros), considerando a relevância de uma das principais ameaças ao bioma que é o corte seletivo de árvores endêmicas e ameaçadas de extinção.

 Para a bióloga Michaele Pessoa do Instituto Cabruca esse curso é uma importante ferramenta para ampliar o conhecimento do tema ambiental para comunidades que vivem e tiram seu sustento da floresta integrando suas necessidades econômicas com os objetivos conservacionistas atuais.

ASCOM - Instituto Cabruca


Instituto Cabruca esteve presente na ExpoGandu 2010.

 

Seguindo o exemplo de outros municípios baianos que buscam alternativas para a valorização do homem do campo e a integração dos setores produtivos rurais e urbanos, Gandu na Bahia realizou de 30 de abril a 02 de maio a ExpoGandu 2010 .

O evento contou com diversos leilões palestras e stands de associações e cooperativas locais, órgão governamentais e não governamentais .O Instituo Cabruca esteve presente com um stand divulgando o projeto “Boas Praticas e Qualidade CACAU” realizado em parceria com a Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC, a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira –CEPLAC e o Instituto de Tecnologia de Alimentos - ITAL e que tem como propósito, estabelecer um padrão de qualidade superior para amêndoas de cacau de duas cooperativas entre elas a Cooperativa Agrícola de Gandu –COOPAG.

 O objetivo do Instituto Cabruca é fortalecer a comercialização do cacau com o valor agregado, promovendo a organização da produção e do processamento das amêndoas. Estimulando e capacitando técnicos e cooperados no beneficiamento de amêndoas de cacau tipo fino,especial e/ou orgânico.Alem de  estimular a as boas praticas do sistema e a certificação socio-ambiental e orgânica, em parcerias com o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola- IMAFLORA, Instituto Biodinâmico de Botucatu –IBD e com o apoio da Conservação Internacional –CI .    

Esperando-se através destas atividades, incentivar a formação de arranjos produtivos locais, tendo como exemplo, as ações do presente projeto, que servirá de modelo para programas mais amplos de qualificação da cadeia de valor do cacau.

 

 

      II Seminário Sustentabilidade Econômica e Ambiental da Cacauicultura.

Realizado na manhã desta quinta-feira, (4),  no auditório do Senar,em Gandu, foi palco do lançamento do Projeto Qualidade de Cacau “COOPAG”, uma parceria do Instituto Cabruca com o CNPQ ,a UESC, Ceplac e Instituto Tecnológico de Alimentos, Ital-SP entre outros . “Conseguimos a aprovação do programa pelo CNPQ-MDA”, disse Durval Libânio, secretário executivo do Instituto Cabruca, acrescentando que “nos próximos dias estaremos ministrando, com o Ital, um curso de qualidade para os produtores de cacau. Pois o objetivo é despertar o produtor para a importância da qualidade e da necessidade de agregar valor ao cacau.”